Existem duas coisas que eu tento mudar em mim. A primeira é ser vingativa, sim eu sou. Não daquelas que te persegue fazendo maldades do tipo perder o emprego, família e bens materiais. Pior, sou daquelas que guarda tudo o que você faz e com uma frase destrói sua argumentação e te deixa em “maus lençóis”. A segunda é ignorar tudo que me parece chato, insignificante e sem graça mesmo antes de constatar se isso é realmente verdade. Na realidade, com as pessoas eu sou um pouco diferente. Costumo dizer que todo mundo começa com a nota dez, no meu conceito, e, de acordo com os acontecimentos cotidianos, cresce ou decai nele. Tento fugir de conceitos pré-fabricados do tipo “mulher dirige mal”, “gostosa é burra” e por aí vai. Juro que tento, mas como o que somos por fora reflete muito do que somos por dentro de alguma maneira, quando se é observador, é possível ter um apanhado geral logo de relance. Não sei o que os outros pensam de mim, mas me conformei com o que sou. Foi dolorido, traumatizante e, às vezes, ainda acordo com vontade de ser 10 cm mais alta e 10 quilos mais magra. Demorei anos da vida e sessões de terapia pra começar a me aceitar. Eu nunca fui a mais bonita da escola, ao contrário. Nem a mais inteligente, apesar da cara de CDF. Aliás, por anos a fio refleti sobre qual era meu papel nessa terra maldita, já que nunca levei a sério as aulas de piano, nem as de dança, nem as de teatro, nem as de vôlei e, muito menos, a escola. Pois bem, depois de anos de questionamento cheguei a conclusão de que eu não nasci para ser senso comum. O que me rendeu (e ainda rende) poucas amizades durante a vida acadêmica. Teve um período que as pessoas até sabiam quem eu era, mas só por conta do cabelo rosa e do desprendimento com o que todo mundo pensava sobre.
Eu não quis viajar pra Disney, muito menos fazer uma "festa de 15 anos". Debutei numa churrascaria, cercada da parentada (que eu não fazia questão que estivesse lá, mas, sabe como é, né?!) e duas amigas. Sim, duas, aliás, as duas que são minhas amigas até hoje. Tudo isso embalado pelo som de Pelebrói Não Sei, uma banda da cidade que hoje não existe mais, mas que eu gostava muito e, atendendo a pedidos, foi lá comer uma carne, tomar uma cerveja e tocar suas músicas num violãozinho pra uma menina de 15 anos de cabelo magenta. Naquela época eu ainda não fazia ideia do porque da minha existência no mundo. O tempo passou um pouquinho, escolhi a profissão que iria seguir, isso já com uma ideia mais madura do que eu era e pra quê tinha vindo. Fui cursar jornalismo justamente por não aguentar ver o senso comum imperar.
Nessa mesma fase conheci Fernando Souza, publicitário, músico, empresário, fotógrafo, contestador e encantador, que virou meu namorado e logo (hehe!) será meu marido. Junto dele descobri muitas coisas. Do que gostava, do que não gostava. Do que eu era ou iria ser. Tive uns períodos de grava confusão mental, mas depois de me achar conclui que dificilmente eu encontraria no mundo alguém que fosse tão deliciosamente meu complemento e meu oposto.
Hoje, posso dizer que realmente acho muito legal não ser a mais bonita, mas ser a mais inteligente, crítica, ácida e bem humorada, tudo ao mesmo tempo. Acho muito legal saber que tenho bom gosto musical (tá, isso pode ser relativo, mas garanto que minhas preferências passam longe de Lady Gaga). Acho muito legal, em tempos de sentimentos instantâneos e 20 separações por minuto, ter um parceiro e querer que ele seja para todo sempre, seja o pai dos meus filhos.
Aliás, falando em filhos, espero conseguir passar pra eles essas coisas. Passar que não precisa ser o mais alto, magro, com o cabelo que todo mundo diz que é bonito pra ser legal. Que se você for o que gosta, automaticamente vão gostar de você. Talvez não todas as pessoas, mas sim as que importam. Quero que eles saibam respeitar o espaço dos outros e os outros e, obviamente, que tenham bom gosto musical (isso não será difícil se depender de mim e do Fernando, haha). Espero que, assim como eu, eles consigam entender pra quê estão aqui e sentir vontade de mudar, fazer diferente. É isso, mais ou menos, que pretendo, mas se meus planos não derem certo, certamente tentarei ser menos vingativa.
9.16.2009
9.09.2009
Um caminho
Planos, conversas, sorrisos, filhos, casamento, vida, sorrisos, abracinhos, silêncio, beijinho, planos, dois, nós, aqui, lá, sorrisos, planos, amor, cumplicidade, mais, sorrisos, ternura, lágrimas, chorar de rir, chorar de dor, alegria, tristeza, caminho, cachorro, apartamento, preto e branco, Nina, melhor, superar, dinheiro, vida, eu, você, tempo, leve, felicidade, carinho, querer bem, perto, junto.
Tão incroguente quanto a vida.
Tão incroguente quanto a vida.
8.25.2009
Uma outra historinha
Eu tinha um diamante. Ele brilhava tanto que chegava a cegar os maus olhos. Com a ação do tempo foi ganhando alguns arranhões e um dia, sem querer, caiu no chão. Logo pensei, desesperada, que ele havia se quebrado em milhões de pedaços e comecei a chorar desnorteada. Porém, esse diamante era diferente e mesmo com as quedas que sofreu durante o percurso e até com o mais forte dos golpes não se quebrou. Ao contrário, ficou ainda mais forte e depois de uma boa polida voltou a brilhar. Aliás, a brilhar mais do que antes. Agora, ele está na redoma de vidro mais reforçada, aquelas do tipo blindadas, no lugar de mais destaque do meu coração.
8.04.2009
Ch Ch Change
Eu não sabia se ia ou não. Não sabia o que ia acontecer. Mas fui, ainda bem. Pode ser que não consiga reparar nada, mas eu tinha e tenho que tentar e espero que consiga. A gente não pode apagar as coisas (infelizmente), mas pode aprender e escrever uma nova página. Existem coisas que temos que passar. Passar pra dar valorar, passar pra aprender. Bater a cabeça, admitir o erro e tentar se redimir. Confiar no tempo e no sentimento. É preciso se agarrar nisso, respirar fundo e acreditar... eu acredito. MUITO. Como diz aquela frase clichê: "No fim, tudo acaba bem. Se não está bem é porque não chegou ao fim". Né?!
8.02.2009
É.
Eu sempre vou achar que o problema está em amar demais. E em exigir reciprocidade. Tive a ilusão de poder mudar as pessoas... e tentei. Tentei muito até descobrir que nada pode mudar se realmente não quisermos. Eu amei demais, assim de doer. Tentei mudar tudo. Dediquei a vida, fiz planos, mudei planos, abdique de coisas e não me arrependo. As coisas são assim, a gente sempre aposta todas as fichas e por isso sofre depois, quando as vê indo embora. A gente sofre por não acreditar que tudo aquilo que parecia forte e certo um dia ruiu, foi embora, bateu a porta e não olhou pra trás. A gente sofre por não vê-lo ali outra vez. A gente sofre pelo que aconteceu e pelo que poderia ter acontecido. O sofrimento passa. Não porque somos altamente adaptáveis às situações, mas sim porque a vida exige isso de nós, as pessoas exigem isso de nós. Exigem sorrisos e que sejamos felizes. Sim, às vezes nos equivocamos, tomamos decisões que são sem volta e nos arrependemos e esse é o ciclo. E acho que lá, com 70 anos, vamos lembrar das coisas e ainda se arrepender. Ou não.
Enfim... domingos de manhã me deixam um pouco triste.
Enfim... domingos de manhã me deixam um pouco triste.
7.31.2009
Outra trilha sonora
Por que eu nasci tão tão dramática?
Tá, já deu né, Bianca?
Minha nova trilha sonora:
Glory Box
Portishead
I'm so tired of playing
Playing with this bow and arrow
Gonna give my heart away
Leave it to the other girls to play
For I've been a tempteress too long
Yes
Give me a reason to love you
Give me a reason to be... a woman
I just wanna be a woman
From this time unchained
We're all looking at a different picture
Through this new frame of mind
A thousand flowers could bloom
Move over and give us some room, yeah
Give me a reason to love you
Give me a reason to be... a woman
I just wanna be a woman
So don't you stop being a man
Just take a little look from outside when you can
Sow a little tenderness
No matter if you cry
Give me a reason to love you
Give me a reason to be... a woman
I just wanna be a woman
It's all I wanna be, it's all, a woman
For this is the beginning of forever and ever
It's time to move over
So I wanna be
I'm so tired of playing
Playing with this bow and arrow
Gonna give my heart away
Leave it to the other girls to play
For I've been a tempteress too long...
Tá, já deu né, Bianca?
Minha nova trilha sonora:
Glory Box
Portishead
I'm so tired of playing
Playing with this bow and arrow
Gonna give my heart away
Leave it to the other girls to play
For I've been a tempteress too long
Yes
Give me a reason to love you
Give me a reason to be... a woman
I just wanna be a woman
From this time unchained
We're all looking at a different picture
Through this new frame of mind
A thousand flowers could bloom
Move over and give us some room, yeah
Give me a reason to love you
Give me a reason to be... a woman
I just wanna be a woman
So don't you stop being a man
Just take a little look from outside when you can
Sow a little tenderness
No matter if you cry
Give me a reason to love you
Give me a reason to be... a woman
I just wanna be a woman
It's all I wanna be, it's all, a woman
For this is the beginning of forever and ever
It's time to move over
So I wanna be
I'm so tired of playing
Playing with this bow and arrow
Gonna give my heart away
Leave it to the other girls to play
For I've been a tempteress too long...
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Trilha Sonora
7.29.2009
Qual a novidade?
Meu blog está às moscas. Devo isso ao Twitter e a falta de criatividade/estímulo dos últimos tempos. Ao Twitter pela comodidade de postar as coisas rapidamente, em 140 caracteres, o que facilita bastante. E, bem, com relação a criatividade e ao estímulo....isso anda escasso mesmo. Acho que tenho que comer mais feijão.Enfim, estava pensando... o blog sempre serviu como um desabafo, como uma maneira de dizer as coisas que eu sentia para "alguém" que eu não via e que iria escutar sem opinar ou retrucar (esse é o blog em si, no caso). Invariavelmente eu costumo ler as coisas antigas que escrevo e sempre fico com saudade do que já passou. Pois é. Mas hoje a minha saudade é diferente. É uma saudade do futuro.... saudade do que eu pensava sobre o futuro. Saudade do futuro que eu não vivi e provavelmente não viverei. É uma sensação ruim, que dá uma dorzinha ali do lado contrário do direito. E é tarde...eu sei que é tarde. Dói, mas a vida e as escolhas são assim. Existem erros incorrigíveis com os quais a gente aprende a conviver e sentir saudade... saudade do futuro.
Uma música...
Mesmo que Mude
Bidê ou Balde
Ela vai mudar,
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão
Mas espera que ele ligue a qualquer hora
Só pra conversar
E perguntar se é tarde pra ligar
Dizer que pensou nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor, mesmo que acabe
Com ela aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou
Ele vai mudar,
Escolher um jeito novo de dizer "alô"
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone
Para conversar
Pois é muito tarde pra ligar
Tem pensado nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou
Para conversar
Nunca é muito tarde pra ligar
Ele pensa nela
Ela tem saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou
Bidê ou Balde
Ela vai mudar,
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão
Mas espera que ele ligue a qualquer hora
Só pra conversar
E perguntar se é tarde pra ligar
Dizer que pensou nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor, mesmo que acabe
Com ela aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou
Ele vai mudar,
Escolher um jeito novo de dizer "alô"
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone
Para conversar
Pois é muito tarde pra ligar
Tem pensado nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou
Para conversar
Nunca é muito tarde pra ligar
Ele pensa nela
Ela tem saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou
7.10.2009
7.03.2009
Diário de uma romântica (uma das partes)
Ela só queria uma dose de gentileza. Ela só queria que alguém abrisse a porta do carro pra ela entrar e arrumasse a cadeira pra ela sentar. Ela só queria algumas declarações de amor. Poderiam ser simples, um cartão no Word já bastaria. Ela só queria que ele continuasse lendo os pensamentos dela, mas um dia ele parou. Ela só queria carinhos no nariz durante a madrugada, uma palavra doce no meio do jantar. Ela queria ouvir que era linda, especial, diferente... porque ela era. Ela queria cartazes colados nos postes, ela queria declarações de amor ao pé do ouvido. Ela só queria que ele reparasse nas roupas, no perfume, no cabelo, nas unhas. Pra ela era coisa simples, coisa fácil. Abraços, ao invés de brigas. Beijos, ao invés de gritos.
Ela estava errada...não é tão fácil assim. Será que um dia eles vão entender elas?
Só um desabafo...
Ela estava errada...não é tão fácil assim. Será que um dia eles vão entender elas?
Só um desabafo...
6.04.2009
Frescor
Ler algumas coisas me faz chorar. E essa é uma delas. Eu sinto o cheiro do perfume que usava na época, o dele também. Lembro da sensação de entrar naquele apartamento no cabral pela primeira vez e é tudo tão lindo....
"...Pensei em vir aqui escrever por outro motivo, que agora consegui esquecer. Mas enfim, um pequeno resumo da atual e ativa vida noturna, pra lembrar: quinta, korova, waltinho, lemos, macharada, vinho, violão, cantorias, sexta, motorrad, waltinho, dissonantes, relespública, ypiônicas, muitas, porre do ano, sábado, msn, marcelo, 23h, 750ml de vinho, 24h, los hermanos (é, eu fui. ainda bem.), bianca, waltinho, galera, wonka, ypiônicas, papo sentimental, domingo, korova, waltinho, bianca, campari, pizza, pimenta, ypiônicas, segunda, não lembro, terça, loucuras, emílio, galera, crossroads, ypiônicas, quarta, vozes.
Meus horários de almoço têm sido tão legais...
:D
*este post escrevi de manhã.. mas deu pau o blogspot no meu trampo, e só agora posto."
Que saudade dessa época da minha vida. No stress...just love.
Trecho tirado daqui:
http://oociorende.blogspot.com/
"...Pensei em vir aqui escrever por outro motivo, que agora consegui esquecer. Mas enfim, um pequeno resumo da atual e ativa vida noturna, pra lembrar: quinta, korova, waltinho, lemos, macharada, vinho, violão, cantorias, sexta, motorrad, waltinho, dissonantes, relespública, ypiônicas, muitas, porre do ano, sábado, msn, marcelo, 23h, 750ml de vinho, 24h, los hermanos (é, eu fui. ainda bem.), bianca, waltinho, galera, wonka, ypiônicas, papo sentimental, domingo, korova, waltinho, bianca, campari, pizza, pimenta, ypiônicas, segunda, não lembro, terça, loucuras, emílio, galera, crossroads, ypiônicas, quarta, vozes.
Meus horários de almoço têm sido tão legais...
:D
*este post escrevi de manhã.. mas deu pau o blogspot no meu trampo, e só agora posto."
Que saudade dessa época da minha vida. No stress...just love.
Trecho tirado daqui:
http://oociorende.blogspot.com/
5.22.2009
Decisões
Depois de uns tempos de confusão mental voltei ao meu estado normal (já não era sem tempo). Sabe o que eu descobri? Que às vezes a gente tem que perder algo pra sentir como aquilo é importante. Tá, isso não é uma novidade, eu sei. Mas acho que nunca tinha “perdido” nada antes da minha pseudo-separação do Fefo. Eu fiz uma mega burrada, o perdi e tive que colocar pedidos de perdão em todos os postes da casa dele até o terminal pra tentar fazer com que acreditasse em mim. Deu um trabalhão, mas funcionou. Até porque, depois da surpresa tive que tirar todos os cartazes para não “sujar a cidade”. O fato é que percebi o quão estava deslumbrada com algumas coisas e perdida em outras. Além disso, descobri que tenho que falar as coisas. Eu sou comunicadora e tenho um sério problema de comunicação na minha vida pessoal. Segui a dica da minha querida terapeuta e imaginei meu futuro. Simples assim, com todos os prós e contras que poderia ter estar ou não ao lado dele. As conclusões foram várias. A primeira e mais importante: “Bianca, as pessoas tem defeitos!”. Eu estava infeliz. ESTAVA. Sem saber direito qual era o motivo. Comecei a mais uma vez jogar minhas frustrações em cima de outra pessoa (como eu não percebi isso antes?). Tive que colocar de lado todas as impressões que eu tinha, tudo que achava que era certo, tudo que meus pais achavam que era certo, tudo que meus amigos achavam que era certo pra perceber que ele é um cara FODA. Eu vivia reclamando (a Cris que o diga), mas fui tão, tão injusta que quase fico envergonhada. Nunca ouvi o outro lado, nunca falei o que pensava e isso quase me fez terminar com a pessoa que tem tudo para ser A pessoa. Eu falei demais...muita coisa, para muita gente e não medi as conseqüências, simplesmente por ser impulsiva. Mas foi quando me calei por um segundo que consegui ver as coisas com mais imparcialidade. Ele não sabe dançar, é meio rabugento musicalmente falando, é caaallllmmmo e sereno (ao contrário de mim, que sou ansiosa e despirocada) mas compactua perfeitamente com meus planos para o futuro de ter uma casa em preto e branco, um Labrador e uma filha chamada Nina. No fundo, eu sempre soube, mas precisava me achar. E foi quando o perdi que isso aconteceu. E só estou escrevendo isso aqui porque há tempos não conseguia ver claramente o que eu sentia como hoje, agora.
Eu te AMO, Fernando Souza e NUNCA tive tanta certeza disso.
*Plim*
Eu te AMO, Fernando Souza e NUNCA tive tanta certeza disso.
*Plim*
4.22.2009
4.07.2009
Como descobrir que você não sabe quase nada
Eu sei, as coisas por aqui estão abandonas. Me desculpem, ok? Essa vida de nebulosidades me cansa. Enfim, hoje vim até aqui pra deixar um relato (tchãn, tchãn, tchãn, tchãããããn). Como descobrir que você não sabe quase nada. Pois bem, no sábado fui ao show do Guizado e do Cérebro Eletrônico, gente, ainda bem que eu fui. JURO. Foram dois dos melhores shows que eu vi nos últimos tempos. Desde presença de palco até equalização de instrumentos. Perfeito.
Além disso, eu entrevistei os caras, tanto de uma, quanto da outra banda, e bem, ambos foram extremamente atenciosos, as entrevistas foram ótimas. É bom falar com quem sabe o que está falando e olha que eu já entrevistei algumas bandas (não foram tantas, mas dá pra ter uma noção de algumas coisas). Só por isso vou colocar a letra de uma música do Cérebro. A letra é simples, mas diz muiiiiito. Eu gosto disso, coisas simples que dizem muito, pra que rebuscar se pode simplificar, não é mesmo?
Dê
Cérebro Eletrônico
Dê amor
Dê paixão
Dê espera
Dê esperma
Dê prazer
Dê fogo
Dê uma nela
De carinho
De sacanagem
De sarro
De fato
Dê amor
Dê segurança
De anca na anca dela
E amanheça de cabeça dentro dela
Além disso, eu entrevistei os caras, tanto de uma, quanto da outra banda, e bem, ambos foram extremamente atenciosos, as entrevistas foram ótimas. É bom falar com quem sabe o que está falando e olha que eu já entrevistei algumas bandas (não foram tantas, mas dá pra ter uma noção de algumas coisas). Só por isso vou colocar a letra de uma música do Cérebro. A letra é simples, mas diz muiiiiito. Eu gosto disso, coisas simples que dizem muito, pra que rebuscar se pode simplificar, não é mesmo?
Dê
Cérebro Eletrônico
Dê amor
Dê paixão
Dê espera
Dê esperma
Dê prazer
Dê fogo
Dê uma nela
De carinho
De sacanagem
De sarro
De fato
Dê amor
Dê segurança
De anca na anca dela
E amanheça de cabeça dentro dela
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Cérebro Eletrônico,
Guizado,
Resenha
3.17.2009
Curitiba Calling
Se você gosta de música...vá.
Nos dias 27 (sexta), 28 (sábado) e 29 (domingo) de março de 2009, a capital paranaense sediará o festival Curitiba Calling. Neste ano, será realizada a décima edição do evento e, como nas edições anteriores, aproveita a deixa do aniversário da cidade para comemorar com alguns dos principais nomes do rock independente local. Serão 40 bandas, tocando em dois palcos armados no Espaço Cultural 92graus.
Neste ano, o festival traz uma novidade: será transmitido ao vivo pela internet. Até 60 mil pessoas poderão acompanhá-lo, de qualquer parte do mundo. Além disso, cada artista ganhará videoclipes de duas músicas – gravados ao vivo no próprio festival durante suas performances – para serem usados na divulgação do trabalho de cada artista. Outra novidade: a bilheteria arrecadada nas três noites resultará em um DVD oficial do evento que será lançado pelo selo local Discos Voadores. E buscando também atingir um público mais jovem, os shows de sábado e domingo começarão no período da tarde. O que significa que, nestes dois dias, menores de idade poderão assistir às apresentações vespertinas, desde que acompanhados de pais ou responsáveis.
Atrações
Entre as 40 atrações, estão alguns dos principais nomes da música pop curitibana da atualidade. Como o Charme Chulo com seu rock caipira; o trio Mordida e seu liquidificador sônico de tendências; as gentilezas rítmicas de Heitor e Banda Gentileza; o sincronismo entre o moderno e o antigo da Anacrônica; o Dissonantes e seus ares retrô; a ressurreição do Mosha, uma das mais importantes bandas da cidade nos anos 90 e que não se apresenta ao vivo há cinco anos; a recém-nascida e já bastante conceituada Nuvens; o psychobilly divertido do Ovos Presley; e o balanço ska do Biotonix.
Os três dias de shows também contam com a nova geração de músicos curitibanos (Terribillies, Riot Revolver, Cosmonave, Lívia e os Piá de Prédio, Eles Mesmos, Terroristas de Butique, Acidentes, Ildefonsos, Pão de Hambúrguer, 5 Graus, Metaphorica, Narciso Nada, Cacofônicos); ícones do punk local (No Milk Today, Magaivers), os novos trabalhos de conhecidos veteranos (Diedrich e os Marlenes, Giovanni Caruso e o Escambau, Uh-La-La!); misturas dançantes (Our Gang, Subburbia); bandas que primam pelo apuro melódico (Easy Players, Celestines, Babies, Punkake, Plêiade, Trivolve, Tods, Red Tomatoes) e alguns convidados de fora da capital (o trio Nevilton, vindo de Umurama; os cariocas do Grandprix; e o quarteto alemão Renderings)
História
Produzir um festival independente por dez anos não é algo fácil. Criado em 1999 pelo músico e produtor JR Ferreira, o Curitiba Calling nasceu da ideia de comemorar o aniversário da cidade – por isso as edições são sempre realizadas nos finais de semana mais próximos do dia 29 de março.
Neste ano, pela primeira vez, o 92graus (instituição criadora e realizadora do evento, que possui 18 anos ininterruptos de atividade na cidade) conta com a parceria do portal curitibano mondobacana.com. “Essa dobradinha certamente só tem a enaltecer o festival. A transmissão ao vivo, além de aumentar a visibilidade, é uma ferramenta que aumenta a receptividade do público de todo o país. Além disso, aproxima as pessoas de vários lugares do mundo”, declara JR.
Pela internet
O Curitiba Calling será o primeiro festival de música independente do país a ser transmitido ao vivo na íntegra pela internet. A inovação fará com que os artistas daqui passem a ser conhecidos não só no Brasil, mas no mundo inteiro, através da rede.
A curadoria deste ano é assinada pelo jornalista e criador do Mondo Bacana, Abonico Smith. “Queremos mostrar a diversidade e a qualidade da música feita em Curitiba, apresentando o que de melhor foi feito nos últimos doze meses na cidade nas várias tendências do rock e do pop daqui”, conta o jornalista.
O festival, nesta sua décima edição resumirá, além do melhor da produção local, a parceria e vontade de todos os envolvidos em colaborar para o crescimento da música curitibana, servindo como uma vitrine não só para quem for ao Espaço Cultural 92graus, mas também para que, em qualquer canto do mundo, sejam vistos e reconhecidos pelo trabalho feito com muita competência.
Serviço:.
Festival Curitiba Calling. Dias 27, 28 e 29 de março, no Espaço Cultural 92graus (Rua Des. Benvindo Valente, 280 – São Francisco.Tel: 41 3029-2792). Entradas antecipadas a R$ 10 por dia ou R$ 30 pacote com todos os dias. Mais informações sobre atrações, horários e ingressos: www.mondobacana.com
Nos dias 27 (sexta), 28 (sábado) e 29 (domingo) de março de 2009, a capital paranaense sediará o festival Curitiba Calling. Neste ano, será realizada a décima edição do evento e, como nas edições anteriores, aproveita a deixa do aniversário da cidade para comemorar com alguns dos principais nomes do rock independente local. Serão 40 bandas, tocando em dois palcos armados no Espaço Cultural 92graus.
Neste ano, o festival traz uma novidade: será transmitido ao vivo pela internet. Até 60 mil pessoas poderão acompanhá-lo, de qualquer parte do mundo. Além disso, cada artista ganhará videoclipes de duas músicas – gravados ao vivo no próprio festival durante suas performances – para serem usados na divulgação do trabalho de cada artista. Outra novidade: a bilheteria arrecadada nas três noites resultará em um DVD oficial do evento que será lançado pelo selo local Discos Voadores. E buscando também atingir um público mais jovem, os shows de sábado e domingo começarão no período da tarde. O que significa que, nestes dois dias, menores de idade poderão assistir às apresentações vespertinas, desde que acompanhados de pais ou responsáveis.
Atrações
Entre as 40 atrações, estão alguns dos principais nomes da música pop curitibana da atualidade. Como o Charme Chulo com seu rock caipira; o trio Mordida e seu liquidificador sônico de tendências; as gentilezas rítmicas de Heitor e Banda Gentileza; o sincronismo entre o moderno e o antigo da Anacrônica; o Dissonantes e seus ares retrô; a ressurreição do Mosha, uma das mais importantes bandas da cidade nos anos 90 e que não se apresenta ao vivo há cinco anos; a recém-nascida e já bastante conceituada Nuvens; o psychobilly divertido do Ovos Presley; e o balanço ska do Biotonix.
História
Produzir um festival independente por dez anos não é algo fácil. Criado em 1999 pelo músico e produtor JR Ferreira, o Curitiba Calling nasceu da ideia de comemorar o aniversário da cidade – por isso as edições são sempre realizadas nos finais de semana mais próximos do dia 29 de março.
Neste ano, pela primeira vez, o 92graus (instituição criadora e realizadora do evento, que possui 18 anos ininterruptos de atividade na cidade) conta com a parceria do portal curitibano mondobacana.com. “Essa dobradinha certamente só tem a enaltecer o festival. A transmissão ao vivo, além de aumentar a visibilidade, é uma ferramenta que aumenta a receptividade do público de todo o país. Além disso, aproxima as pessoas de vários lugares do mundo”, declara JR.
Pela internet
O Curitiba Calling será o primeiro festival de música independente do país a ser transmitido ao vivo na íntegra pela internet. A inovação fará com que os artistas daqui passem a ser conhecidos não só no Brasil, mas no mundo inteiro, através da rede.
A curadoria deste ano é assinada pelo jornalista e criador do Mondo Bacana, Abonico Smith. “Queremos mostrar a diversidade e a qualidade da música feita em Curitiba, apresentando o que de melhor foi feito nos últimos doze meses na cidade nas várias tendências do rock e do pop daqui”, conta o jornalista.
O festival, nesta sua décima edição resumirá, além do melhor da produção local, a parceria e vontade de todos os envolvidos em colaborar para o crescimento da música curitibana, servindo como uma vitrine não só para quem for ao Espaço Cultural 92graus, mas também para que, em qualquer canto do mundo, sejam vistos e reconhecidos pelo trabalho feito com muita competência.
Serviço:.
Festival Curitiba Calling. Dias 27, 28 e 29 de março, no Espaço Cultural 92graus (Rua Des. Benvindo Valente, 280 – São Francisco.Tel: 41 3029-2792). Entradas antecipadas a R$ 10 por dia ou R$ 30 pacote com todos os dias. Mais informações sobre atrações, horários e ingressos: www.mondobacana.com
Marcadores:
Bandas,
Curitiba,
Curitiba Calling,
Música Independente
3.03.2009
Você é tão desprezível...
Eu odeio a revista Veja e também a editora Abril, ambas pelo mesmo motivo: picaretagem. Calma, eu explico. A primeira odeio pela visão superficial, tendenciosa e como diz a Cláudia, de uma ironia pobre imensurável. Pobre não, paupérrima. Bem, com a segunda a relação de ódio é ainda maior. Vou contar o causo, assinei uma revista (coisa que, devo deixar claro, me arrependo até o último fio de cabelo) recebi duas edições e simplesmente nada mais, a assinatura era por um ano. Quando liguei lá pra saber o que tinha acontecido fui informada que ela tinha sido cancelada por falta de pagamento. OI?! As parcelas debitavam todo mês no cartão de crédito, que por sua vez, era pago em dia. Pois bem, após muitos faxes, e-mails, ligações, espera de 72 horas úteis aqui e acolá nada aconteceu. EU DISSE NADA ACONTECEU. As parcelas acabaram, ou seja, paguei todas e não recebi produto, muito menos o dinheiro de volta. Resumindo paguei por algo que não recebi. Recentemente, eles me mandaram de "cortesia" seis edições da Revista Veja (ai, logo pra quem eles resolveram fazer o mimo, não?! E logo com qual publicação, enfim...). Ontem, junto com a última “cortesia”, recebi o boleto para, segundo eles, “continuar me informando e blá, blá, blá”. Obviamente liguei lá, fiz um mini-barraco e a gentiliza foi cancelada.
Ai caros leitores, eu não agüento mais blá, blá, blá (leia-se sinônimo de pouco conteúdo e muito papo). Infelizmente, a vida não é como a gente quer e a minha, diga-se de passagem, está longe de ser o que eu realmente gostaria. Como diz meu pai infelizmente somos minoria no mundo. A grande maioria, a que nos massacra, é aquela que não pensa no outro quando joga lixo no chão, a mesma que gasta litros de água sem se importar, a mesma que acha que pode te esnobar simplesmente porque ACHA que você é subordinada a ela. Estou um pouco cansada desse pensamento micro da classe média, que não consegue ver o mundo a não ser aquele envolto ao seu próprio umbigo. Estou cansada de quem fala mal do Lula e bem do Beto Richa. AVISO, estou longe de ser Lulista ou defender qualquer partido, mas os tão mal falados auxílios do governo são sim importantes. Aliás, para quem não sabe, na Europa esses pacotes também existem. Justamente para diminuir o rombo entre as classes sociais. Não sou a favor que as pessoas parem de trabalhar e sim que elas recebam um auxílio para melhorar de vida. Além disso, o que o Beto Richa faz de bom para quem mora no CIC, por exemplo? Aliás, o que ele faz de bom para quem anda de ônibus ou até a pé? Você aí, tire a bunda do carro um dia e vá caminhar nas nossas belas calçadas ou depender de um biarticulado às 18h.
Pare e pense, se você está me odiando ao ler este texto, olhe um pouco para as suas atitudes e veja em qual categoria você se encaixa: micro ou macro. Amigos, mais uma vez eu suplico, não sejamos tão previsíveis e tão auto-destrutivos. Não sejamos como os picaretas da editora Abril, ou os maus profissionais da revista Veja. Sabe aquela pontinha de fé na humanidade que me refiro ali em cima? Então, ela está quase acabando.
Ai caros leitores, eu não agüento mais blá, blá, blá (leia-se sinônimo de pouco conteúdo e muito papo). Infelizmente, a vida não é como a gente quer e a minha, diga-se de passagem, está longe de ser o que eu realmente gostaria. Como diz meu pai infelizmente somos minoria no mundo. A grande maioria, a que nos massacra, é aquela que não pensa no outro quando joga lixo no chão, a mesma que gasta litros de água sem se importar, a mesma que acha que pode te esnobar simplesmente porque ACHA que você é subordinada a ela. Estou um pouco cansada desse pensamento micro da classe média, que não consegue ver o mundo a não ser aquele envolto ao seu próprio umbigo. Estou cansada de quem fala mal do Lula e bem do Beto Richa. AVISO, estou longe de ser Lulista ou defender qualquer partido, mas os tão mal falados auxílios do governo são sim importantes. Aliás, para quem não sabe, na Europa esses pacotes também existem. Justamente para diminuir o rombo entre as classes sociais. Não sou a favor que as pessoas parem de trabalhar e sim que elas recebam um auxílio para melhorar de vida. Além disso, o que o Beto Richa faz de bom para quem mora no CIC, por exemplo? Aliás, o que ele faz de bom para quem anda de ônibus ou até a pé? Você aí, tire a bunda do carro um dia e vá caminhar nas nossas belas calçadas ou depender de um biarticulado às 18h.
Pare e pense, se você está me odiando ao ler este texto, olhe um pouco para as suas atitudes e veja em qual categoria você se encaixa: micro ou macro. Amigos, mais uma vez eu suplico, não sejamos tão previsíveis e tão auto-destrutivos. Não sejamos como os picaretas da editora Abril, ou os maus profissionais da revista Veja. Sabe aquela pontinha de fé na humanidade que me refiro ali em cima? Então, ela está quase acabando.
2.27.2009
Um copo de preguiça

Ao contrário de quase toda a população brasileira (exagero, não toda, mas ao menos as pessoas que conheço) eu não viajei nesse carnaval, eu não pulei carnaval eu não cai na folia e eu assisti a cerimônia do Oscar (ao menos parte dela) via internet, numa espécie de “gato”. Não tenho fotos para postar com o título “Carnaval 2009” porque não tiro fotos há....tempos. Não tenho fotos de biquíni, não tenho fotos no mar, porque não vou à praia há...tempos. Logicamente, trabalhado bastante eu tenho, se tem coisa que eu tenho feito bastante é escrever – não pro blog, eu sei, mas pros meus outros trabalhos. Ah, filmes eu também tenho visto vários, aliás, acho que poucas pessoas viram tantos filmes quanto eu no feriado. Assisti inclusive os que não estrearam aqui, já que quase todos são baixados da internet.Certamente essa foi a única maneira de eu conseguir assistir em tempo hábil ao menos os que concorriam na categoria “Melhor Filme”. E consegui. Aliás, conseguimos, eu e Fernando. Durante as frivolidades do “red carpet” eu assistia o desfile da escola de samba, quando a cerimônia começou, de fato, é que ligamos o pc na teve e ficou ótimo. Chegou um momento que me rendi e mergulhei nos braços de Morfeu, mas o Fer ficou lá, firme e forte assistindo os muitos intervalos comerciais, interessadíssimo – coisas de publicitário.
Eu não gostava de carnaval – agora já superei meus problemas com ele – mesmo assim, a minha Colombina (aquela, que faz par com o pierrô, sabe?) continua assim...um pouco entediada durante os dias carnavalescos. hehe
Eu não gostava de carnaval – agora já superei meus problemas com ele – mesmo assim, a minha Colombina (aquela, que faz par com o pierrô, sabe?) continua assim...um pouco entediada durante os dias carnavalescos. hehe
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2.10.2009
Falta de tempo
Ando sofrendo de um mal que assola muita gente: a falta de tempo. Vilã no cotidiano das pessoas da vida real, a falta de tempo rouba alguns punhados de bons momentos com os amigos, além dos livros que não lemos, dos filmes que não vemos e assim por diante. Nesse caso, são os textos que eu não escrevo. As ideias (sem acento) que eu deixo passar e depois esqueço, simplesmente porquê não tenho tempo de lapidá-las e colocar no papel (ou no Word – er, sem graça). Pois é, queria me dividir em várias e fazer rodízio, cada dia uma fica com uma parte. Um dia uma vai trabalhar, enquanto a outra sai com as amigas, ou com o namorado, ou fica em casa, ou lê um livro... Bem, de qualquer modo isso é impossível e o que me resta é tentar dividir as coisas da melhor maneira possível. Ultimamente, o blog tem ficado em segundo plano. Mas não desanime, caro leitor, pois todas as noites, quando deito a cabeça no travesseiro prometo a mim mesma que vou postar mais. Ou seja, nunca os esqueço....
Ah, detalhe, ontem começaram as aulas então já viu. Agora sim que o semestre começa a ser, de fato, aquele bafo de falta de tempo total.
Well, beijos a todos e boa terçaaaa
Ah, detalhe, ontem começaram as aulas então já viu. Agora sim que o semestre começa a ser, de fato, aquele bafo de falta de tempo total.
Well, beijos a todos e boa terçaaaa
1.22.2009
Uma chance para você ser desumano
Ontem, no carro, na volta para casa, minha mãe proferiu a seguinte frase: “Viu que o Gladimir Nascimento foi mandado embora da Band News?”. Surpresa, perguntei o porquê, e o que recebi como resposta foi o seguinte: alguns deputados pediram a demissão do nobre colega por motivos políticos. Ou seja, porquê ele criticou algo nos moldes de uma aprovação da aposentadoria especial dos parlamentares, realizada durante uma sessão no meio da madrugada, no dia 18 de dezembro.
Algo, de fato, muito digno. Afinal, muito fazem por nós esses profissionais, certo?! Além disso, é certamente muito comum sessões pela madrugada a fora....
Como estudante e “parte” dessa "classe" de profissionais digo: “Envergonham a minha classe”. Classe que nunca de fato se demonstrou forte o bastante, ao menos aqui, já que chegou a ponto de sucumbir a uma pressão política como essa, que citei linhas acima.
E pelo que observo das próximas gerações fraqueja cada vez mais.
Em que ano nos estamos mesmo? Ah, lembrei, em 2009, que muito poderia ser 1984, fantástico livro de George Orwell.
Vou roubar um bordão: “Isso é uma vergonha”.
Ufa, desabafei.
Algo, de fato, muito digno. Afinal, muito fazem por nós esses profissionais, certo?! Além disso, é certamente muito comum sessões pela madrugada a fora....
Como estudante e “parte” dessa "classe" de profissionais digo: “Envergonham a minha classe”. Classe que nunca de fato se demonstrou forte o bastante, ao menos aqui, já que chegou a ponto de sucumbir a uma pressão política como essa, que citei linhas acima.
E pelo que observo das próximas gerações fraqueja cada vez mais.
Em que ano nos estamos mesmo? Ah, lembrei, em 2009, que muito poderia ser 1984, fantástico livro de George Orwell.
Vou roubar um bordão: “Isso é uma vergonha”.
Ufa, desabafei.
"Para bom entendedor até meia palavra sobra", Saramago.
Terminei ontem de ler o último livro do Saramago, “A Viagem do Elefante”, certamente tudo perderia a graça e meus leitores ficariam desgostosos se eu contasse qual é o final, mas o que posso adiantar é que dei uma choradinha. Como isso não é novidade, vindo da minha parte, provavelmente, não adiantará muita coisa. Outro detalhe, é que já adorava elefantes, depois do livro fiquei ainda mais apaixonada, especialmente pelo grande Salomão - que perde até o nome, virando Solimão, por conta de um capricho do duque Maximiliano da Áustria -, mas não perde a identidade.O grande Saramago se supera mais uma vez, construindo com aquela riqueza de detalhes que só dele poderia vir, uma história áspera, crítica e, ao mesmo tempo, doce. Sei que sou extremamente suspeita para falar do meu escritor favorito, mas juro que coloquei de lado, por um curto tempo, meu gosto pessoal e analisei de outra forma e reafirmo, vale a pena.
Leiam, leiam, leiam e se alguém quiser me dar um presente pode ser a coleção de livros dele. Hehehehehe.
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